

Machucados sempre estiveram presentes em minha vida, na verdade nos meus primeiros passos, cai consecutivas vezes e ainda sim estive a levantar, podia ver os olhos de minha rainha brilharem, sim os olhos dela diziam ter orgulho de dos passos, dos passos a diante e digo até mesmo que havia garra correndo em minhas veias. Mas os tombos das pernas se colidirem uma com a outra não pararam, podia me sentir um Super-Herói daqueles de desenhos animados, eu podia subir em árvores, correr mais rápido que as águas de um rio em dias tempestuosos, havia coragem em mim. Não posso negar que me queixo pelo passado ter passado inevitavelmente rápido, mas ainda sim quando pequena pedi que o vento soprasse as horas para que o futuro se aproximasse o mais breve possível, não digo que seja ingenuidade, mas sim sonho. Hoje poderia me dizer mais cuidadosa por onde piso, o desequilíbrio foi-se embora, as habilidades de um Super-Herói sumira, a vida é o ponto fraco de todos, prega peças teatrais das quais somos apenas figurantes, seguimos apenas o roteiro, confesso-lhes que com algumas falhas, mas ainda sim não passamos de atores contracenando em um grande palco sem fim, esperando que a qualquer momento nossa apresentação chegue ao fim, e finalmente nos aposentamos da vida, a linha do destino acaba em um abismo negro ou talvez seja apenas as nuvens dos céus, esbranquiçadas e macias. Hoje cai novamente, mas meus joelhos não estão machucados, e muito menos meus cotovelos, na verdade me machuquei com as palavras, palavras soadas árduas das quais jamais pode-se ser julgada um poema, digamos que tais palavras simplesmente eram para serem ditas, estava tudo escrito no roteiro, mas dessa vez fui protagonista da dramatização de um coração dilacerado, minha alma gritava de dor e a coragem havia sumido em mim, palavra alguma ousou soar de minha boca, pude sentir as lágrimas escreverem poemas melancólicos em minha face, poemas jamais lidos. Nesse exato momento posso ver os olhos de minha mãe, todo aquele orgulho preenchia aquele intenso brilho, e senti-me morrer por dentro, onde estava a garra para levantar-me novamente e seguir em frente caminhando na estrada da vida, na corda-bamba do destino. Eu necessitava de alguém para segurar minhas mãos ou seguiria sozinha? Decisão tampouco difícil quando não se há ninguém ao seu lado para segurar tua mão bem firme e lhe olhar com aquele olhar de “você consegue”, ou ao menos os olhos brilhantes como estrela de minha mãe dizendo-me que havia orgulho ou simplesmente restava esperança em mim. Então eu escolho caminhar sozinha, com pouco equilíbrio, pouca coragem, passo a passo pela linha do meu destino, afinal estas traçado desde que dei meus primeiros passos. Não posso mais pedir para que a fada de olhos estrelares assopre meus machucados para amenizar a dor, apenas pelo para que aquele olhar não se percam no passado. Novamente estou a me reerguer, a o vento assopra o passado em minha mente trazendo-me as lembranças, afinal o sonho tão mero encantador realizou-se, eu pedi e simplesmente fui guiada, não há mais machucados externos, afinal preciso mostrar-me intacta aos olhos de quem esbarrar em mim nas curvas da vida. - Bru.P (a data inesquecível)
Machucados sempre estiveram presentes em minha vida, na verdade nos meus primeiros passos, cai consecutivas vezes e...
Machucados sempre estiveram presentes em minha vida, na verdade nos meus primeiros passos, cai consecutivas vezes e...